O Condomínio dos benefícios para poucos e das obrigações para muitos

A história que vamos contar hoje aconteceu  um condomínio localizado no litoral da “Podrelância”, uma mistura de podridão com agora pode, onde nada pode e o povo se sacode…

Era uma vez…

E então…

Nesse condomínio, o SÍNDICO, que muito bem poderia ser chamado de “Cínico”, geria o condomínio como se fosse uma propriedade particular: sem ouvir os condôminos, desrespeitando as regras do estatuto criado pelos próprios moradores, fazendo fundo de caixa para comprar um terreno sem autorização dos moradores associados ao condomínio, não passando as informações referentes ao condomínio a todos associados, entre tantas coisas que passaram a incomodar os moradores  que queriam a sua saída à frente do posto que ele ocupava.

Mesmo sem receber remuneração alguma para estar à frente do condomínio, o “CÍNICO” apenas tinha a isenção na sua taxa e mesmo ocupando muito o seu tempo, tendo diversos moradores contra a sua gestão, sem receber salário por isso e se estressando muito para tentar organizar a casa, o “CÍNICO” não largava o osso e fazia questão de estar à frente dos negócios referentes aos prédios que englobam o condomínio.

Certa feita, por questões de saúde, não sei se mental ou não, o “CÍNICO” teve que se ausentar das atividades e em seu lugar assumiu o vice síndico, que, de imediato, transformou a cara do local e fez uma série de revoluções, reduzindo os valores dos contratos com a empresa de gás; fazendo uma espécie de auditoria, o que resultou na descoberta de uma boa quantidade de associados ou condôminos que não tinham seus boletos gerados e principalmente, reduzindo às altas taxas que os associados pagavam todos os meses, mesmo sem o condomínio receber a contrapartida do governo federal, do programa habitacional,  que mensalmente era feita para abater o valor pago pelos associados. As diárias pagas por veranistas passaram a ser mais transparentes e a prestação de contas, obrigação de todo SÍNDICO, foi feita também, tudo isso em um curto intervalo de tempo.

De maneira democrática, o Síndico interino propôs eleições para escolher cada um dos administradores  que iriam coordenar os prédios que compõem o condomínio e todos os valores arrecadados de forma individual passaram a ser depositado diretamente na conta  do condomínio.

O valor que antes era depositado, sem autorização dos associados e que  servia de fundo de caixa para compra de um terreno, sem autorização, não mais foi embutido na mensalidade do condomínio e com isso os valores das mensalidades baixaram significantemente, repito, mesmo sem o repasse do governo federal.

Sem ostentar, sem ter bens valiosos e trabalhando para se manter, o SÍNDICO interino mostrou transparência, vontade de trabalhar e fez as duas coisas que os sócios mais queriam: Prestação de contas e reduzir as mensalidades.

Agora, com a casa arrumada, todos os boletos sendo gerados, inclusive para gregos e troianos; com o valor dos contratos com as empresas fornecedoras reduzidos e mensalidade mais baixa, o antigo síndico, que parece mais um “REI”, quer de volta a administração do condomínio.

Os súditos, divididos em opinião, não sabem ao certo o que será melhor para a coletividade e algumas dúvidas pairam no ar.

Será que agora, após a gestão do interino, o Rei  irá se espelhar e fazer prestação de contas?

Será que as diárias vão ter transparências?

Será que a farra da não geração de boletos para alguns irá continuar? Será que todos os moradores do condomínio receberão boletos e, consequentemente, ajudarão a baixar o valor mensal pago por cada um dos que dividem as despesas gerais do condomínio?

Todos os boletos serão gerados?

A mensalidade do condomínio será reduzida?

Será?

Enquanto as dúvidas permanecem e as disputas também, só me resta tomar chá e aguardar as cenas do próximo capítulo.

Essa é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, facto ou situações da vida real terá sido mera coincidência…

Por: Pisca Jr – Graduando do Curso de comunicação social – Jornalismo




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