Cargos Comissionados: Administração do Prefeito Carlos Magno usou, abusou e jogou fora?

OPNIÃO:

Lembro-me como se fosse ontem: Vinha eu em plena terça ou quarta feira a noite da  faculdade em minha motocicleta quando me deparei com sete pessoas entregando santinhos de campanha do ex prefeito Carlos Magno em conjunto com o candidato a vereador Tito Magno, filho do gestor que tentava a reeleição. Das sete pessoas que panfletavam em frente ao Colégio Walter Franco e também do SENAI, 6 eram CC da prefeitura e 1 era companheira de um dos comissionados.

Era uma noite de comício no Bairro Bomfim e após a panfletagem essas pessoas se dirigiram ao falatório na comunidade do alto da sagrada colina  para somar-se aos demais colegas de trabalho que engrossavam o pequeno público de comissionados que balançavam bandeiras, aplaudiam o seu “chefe” e pousavam para fotos que seriam postadas nas redes sociais para comprovar que o prefeito onde ia arrastava multidão… Pura ilusão!

Diariamente, os comissionados eram convocados a participarem dos atos políticos e, consequentemente, “garantirem” a continuidade dos empregos na possibilidade de acaso o gestor se reelegesse.

Uma semana após o comício, a população estanciana foi às ruas e deu um basta na falta de medicamentos nos postos de saúde, na escuridão nas ruas da cidade, no alto número de funcionários fantasmas que engrossavam a folha de pagamento da prefeitura, no desmando administrativo que resultou no sucateamento da frota de veículos e dos prédios públicos, no atraso salarial, parcelamento do INSS e na onda do “Agora Pode” e  “Quer Mais”, mostrando ao ex prefeito que o povo não “Queria Mais”  e que de agora em diante “Poderia” ter uma cidade mais humana, organizada e  bem administrada.

Com a derrota nas urnas e uma folha encharcada de servidores, fato que resultou em seguidos relatórios do controle interno apontando ao TCE que o município estava acima do limite prudencial, não restou outra alternativa ao ex gestor a não ser iniciar a demissão daqueles que durante quatro anos lhe serviu, muitos deles fielmente, trabalhando muito mais em prol do seu projeto político do que pelo bem coletivo da população que pagava os seus salários.

Sobre as demissões não posso falar muita coisa, afinal, sempre que acaba uma gestão o prefeito precisa zerar o número de comissionados e passar a administração apenas com o seu quadro efetivo.

No entanto, o que  os ex comissionados não contavam era com a falta de sensibilidade do gestor que após quatro anos de convivência com os seus subordinados saiu de cena do cenário político sem ao menos quitar suas   obrigações patronais.

Segundo as informações, Carlos Magno exonerou os comissionados e não fez as rescisões, deixando o seu sucessor impossibilitado de pagar, haja visto que administração pública não é bodega, é regida por leis, fiscalizadas por instâncias superiores e deve ser administrada com seriedade e compromisso.

Aos que ficaram sem receber as rescisões, restam apenas à esperança de uma determinação judicial e a lição de que nem sempre tudo que reluz é ouro. Para muitos, a dedicação não valeu a pena e o sentimento que mais prevalece naqueles que não se contaminaram com a doença da miopia foi de que foram literalmente usados e após a batalha abandonados à própria sorte.

Vida que segue!

Essa é minha Opinião

Por: Pisca Jr – Graduando do 8º período do curso de comunicação social/Jornalismo




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