Bateu amnesia na oposição?

 Após o sucesso que foi a salva junina de Estância, realizada no dia 31, com um grande cortejo cultural pelas ruas da cidade e um inesquecível conjunto de quatro grandes shows responsáveis pelo maior público presente ao forródromo em sua história (segundo o radialista Dissanti)  parece que a  turma que fazia parte da gestão de forma direta, indireta e até mesmo oculta (fantasma) acendeu a luz de alerta e motivados por essa preocupação oriunda de toda a repercussão positiva que foi a festa, essa turma, hoje oposição, disparou a metralhadora da negatividade e parafraseando o Safadão,  com 99% de mentira e 1%  de veneno…

Ao ler algumas postagens em redes sociais e ouvir alguns editoriais e participações de munícipes ( ex-servidores) percebemos o quanto o ditado que diz que “Uma mentira contata várias vezes se torna realidade” está tão em alta na cidade.

Para embasar o meu pensamento que norteará este texto utilizarei uma postagem feita em grupos de whatsapp pelo cidadão Marcos Alexandre, popularmente conhecido por Marquinhos do Piauitinga, bem como a fala feita pelo radialista Dissanti durante seu programa na Rádio Marazul na última sexta feira.

Segundo Marquinhos do Piauitinga, na gestão do ex-prefeito Carlos Magno, existia forró todas as noites na Praça Barão, local onde é montado o arraiá responsável por boa parte da programação junina da cidade. Da mesma forma, o radialista Dissanti, utilizou do mesmo discurso, no entanto, em determinado instante se mostrou em dúvida no tocante ao governo de Carlos  Magno e durante a sua fala preferiu salientar que de certeza na gestão de Ivan Leite, a qual ele também foi secretário, o arraiá da praça era inaugurado dia 31. Paralelo a isso, Dissanti bateu na tecla que antes em Estância existia uma programação de trinta dias de eventos na Praça Barão.

Como não sou muito bom de memória, preferi buscar sustentação em matérias postadas por outros sites e lá, na grande rede, achei elementos que vão de encontro com as afirmações feitas por parte da imprensa e por opositores ao governo atual.

Segundo informações contidas no portal F5 Sergipe, no ano de 2014 a prefeitura de Estância inaugurou o arraiá na Praça Barão no dia 12  de junho, data em que teve início a programação de shows musicais e pirotécnicos na praça. Da mesma forma, nos anos seguintes o atraso na inauguração se manteve, sendo 12 de junho a inauguração do arraiá no ano de 2015 e 10  de junho em 2016.

 

 

Sendo assim, uma dúvida me veio a mente: Como que tinha festa na praça 30 dias se o arraiá era sempre inaugurado entre os dias 10 e 12?

No último ano, a tardia inauguração do arraiá teve uma repercussão ainda maior, afinal, o município não realizou a salva junina e  nem tão pouco foi ofertada alguma  programação festiva no forródromo que durante o mês de junho contou apenas com um show particular promovido por um empresário da capital.

Para piorar a situação, em 2016 o arraiá só foi inaugurado porque contou com a colaboração dos comerciantes que, para ter o direito de vender na praça, tiveram, eles mesmo, que  arcar com os custos do material e da construção das casinhas que compuseram a vila do forró. Como o município não construiu as casinhas, a tradicional Feira de Cultura e arte foi realizada com as barraquinhas da feira de agricultura familiar, um improviso para que a feira não fosse cancelada.

Outra informação, que me chegou após a veiculação dessa matéria no site foi a seguinte: Não tinha apresentações artísticas durante a semana. De segunda a quinta-feira o que se tinha era som mecânico e apenas aos finais de semana que os trios pé-de-serra e os grupos folclóricos se apresentavam.

Este ano, segundo já anunciado em emissora de rádio pelo secretário responsável pela pasta, o arraiá será inaugurado no dia 16, sem custo nenhum para os comerciantes que receberão gratuitamente as casinhas para comercializarem no local. Já a Feira de Cultura e Arte será realizada entre os dias 12 a 14, já com as casinhas prontas.

Segundo o secretário, com um custo muito menor do que era pago pela prefeitura, cerca de 300 mil/ano, em 2017 o poder público municipal investiu muito menos por mais, final, o material será adquirido e não alugado e será reutilizado nos demais festejos juninos.

Ao abordar essas datas e vê que não procede a informação que a oposição e parte da imprensa tenta plantar, só posso tirar uma conclusão: o aperreio está grande e a Salva foi apenas o estopim para tamanho desespero.

Hoje, dia 4, o município entra no quarto dia de festa e já fez muita coisa diferente: Fez a Salva, que ano passado não teve; levou o maior público da história do forródromo; pagou o cachê das bandas ao final dos shows; diminuiu o gasto com a ornamentação, mostrando o zelo pelo erário público e pagou o salário de todos os servidores antes da salva, diferente de outrora.

Para os próximos dias, só resta a este grupo ver o comércio fluir, os hotéis lotarem e o Barco de fogo correr garbosamente pelo arame anunciando que já começou a grande festa de Estância que contou este ano com a Salva ( que não teve ano passado) e que contará ainda  este ano com shows no forródromo, feira de cultura e arte, forró na feira, na zona rural, na praia, nas escolas, concursos diversos; como do licor, melhor comida, rua mais enfeitada, rainha do São João, loja mais enfeitada, entre outros; cavalgada, bloco junino, corrida de jegue, brincadeiras, apresentações de quadrilhas juninas, batucadas, reisados, trem do forró, forró Balé,  exposições, exibições de espadas, guerras de buscapé e todos os dias, a partir o dia 11, exibições de barcos de fogo no centro da cidade.

Enfim, para alguns  a frustração de não realizar salva e nem festa no forródromo e a certeza que o São João do ano passado não deixou saudades, para muitos, está doendo bastante, principalmente, quando se tem a frente um São João programado, feito com cautela e zelo pelo erário público, com fornecedor satisfeito e  servidor com dinheiro no bolso, tudo isso, somado a expectativa de uma festa que atenda aos anseios da juventude, do público mais conservador, que não fira os princípios éticos e não entre para a mira do TCE está sendo o estopim para fazer com que eles continuem a espalhar que a praça está vazia, que o arraiá não foi inaugurado e esquecer que eles, os mesmos que hoje reclamam, faziam parte da gestão que inaugurou o arraiá nos dias 12, 12 e 10, que não fez festas no forródromo e que só montou casinhas em 2016 porque os próprio comerciantes pagaram pelas casas, sem contar com a demora no pagamento os cachês.

Pois é, pelo visto  a oposição está com amnésia.

Até dia 16 na Praça, afinal, não basta só criticar e reclamar que demorou a montar as casinhas, é preciso mostrar na prática que de fato gosta da cultura local e ir aplaudir os artistas locais que lá irão se apresentar.

Ah! Não podia esquecer, dia 11, “Dia do Barco de Fogo”,  onze barcos irão se apresentar no arame e como quem ama cuida, rsrsrs, quem critica e cobra a exibição de barcos não poderá ficar de fora desse espetáculo de cor, luz e brilho.

Viva o São Joçao!

Por: Pisca Jr – Graduando do 8º período do curso de jornalismo


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